“Mortal Kombat 2” pode não ser um dos melhores filmes do ano e pode até ter um desenvolvimento meio lento de início, mas certamente cumpre o que promete: agradar aos fãs.
A essência das lutas e a brutalidade dos fatalitys
O filme, que foca na batalha dos defensores do Plano Terreno contra os combatentes do imperador Shao Kahn, consegue trazer realmente o que o primeiro longa necessitava, que é ter a essência da franquia, pois, ao focar desta vez nas lutas, que foram bem coreografadas e remetem realmente jogo ao contar com toda a brutalidade, contando com os famosos Fatalitys do game, que desta vez não pouparam sangue para termos realmente mortes, mostra que consegue ser fiel e ouvir o seu público, mesmo mantendo um tom cinematográfico de “blockbuster”.
Ambientação e orçamento: O visual do outworld
Sua ambientação também se mostra mais vasta e com mais detalhes, trazendo junto à trilha sonora, que funciona tanto nas lutas, quanto nos temas para seus personagens, algo mais nostálgico e com fidelidade ao vermos aqueles cenários mais sombrios e cheios de armadilhas, mesmo que a composição seja uma mistura de prático com CGI. Isso mostra que o filme tentou ser o mais fiel possível, pois, ao construir cenários que remetem ao jogo, trazendo mais armadilhas, faz com que as lutas sejam incertas e mais violentas, assim como no jogo.
Caracterizações: De Kitana a Johnny Cage

As caracterizações também não ficam para trás. Além do figurino, cada ator deu o máximo de si para remeter aos personagens, especialmente dois em específico: Ludi Lin (Liu Kang) e Adeline Rudolph (Kitana). Eles conseguiram realmente trazer a essência de quem são aqueles personagens dentro do universo.
Karl Urban também faz ótimo trabalho, mesmo que tenha um início meio turbulento, pois, além de trazer os trajes clássicos e um Johnny mais velho, a comédia que é uma característica de seu personagem (Johnny Cage) é bem construída.
Aliás, o personagem Baraka (interpretado por CJ Bloomfield), que tem um visual fortemente inspirado nas versões mais recentes dos jogos (MK11 e MK de 2023), também é um dos pontos fortes. Mesmo que ainda utilize cgi para o movimentos da boca, ainda mostra ter a essência do personagem com a sua atuação e a interação com o seu povo do Outworld.
Ritmo e erros de montagem
Porém, a primeira parte do filme pode não ter funcionado muito bem. Tanto os diálogos normais quanto as tiradas cômicas infelizmente não funcionam nessa metade inicial, parecendo que o roteiro não tinha ideia de para onde ia. Junto a isso, algumas lutas também poderiam ter sido melhores. Ao utilizar cortes rápidos para juntar duas lutas simultâneas, a montagem não funciona muito bem e tira a imersão. No entanto, é perceptível que o filme tem uma evolução do início para o fim, fazendo com que a gente goste daquele entretenimento aos poucos.
Conclusão: Um prato cheio para os fãs
“Mortal Kombat 2″ é um filme que agrada e certamente foi feito para os fãs, trazendo o que todo mundo realmente queria: lutas. É um filme que vale o ingresso.
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