Maldição da Múmia vale o hype? Crítica do filme

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​“Maldição da Múmia” pode até se distanciar dos filmes clássicos que vimos nos anos 90, mas é um excelente filme para assistir se você gosta de um body horror.

​O Horror Corporal e o Desconforto Visual

​O filme, que conta conta a história de uma menina que, após desaparecer no deserto, retorna para sua família possuída por uma força egípcia milenar que consome seu corpo de dentro para fora, é uma obra extremamente visceral, onde, ao utilizar de artifícios técnicos para, a todo momento, conseguir nos causar desconforto com cenas de mutilação, pele sendo arrancada, mordidas e perfurações, trazendo aquela sensação de agonia e fazendo-nos, em certos momentos, revirar o rosto, faz com que o longa-metragem consiga nos emergir naquela trama.

​E, mesmo que ainda tenha um início meio lento, ao nos apresentar essa abordagem diferente e uma múmia que aqui está mais como uma entidade, diferenciando-se dos filmes dos anos 90, consegue evoluir gradativamente sem precisar de grandes plots para prender a atenção. Mas, claro que isso não seria possível sem toda a mitologia construída nesse universo, principalmente a origem do demônio que nos é apresentada até que rápido, mas que ainda se torna interessante de assistir.

Cada detalhe, como o uso de código morse no início, a apresentação breve da vilã em que já vimos a entidade, o rapto da garota e a descoberta da escrita egípcia para entender o que é aquela criatura, constroem uma escada e compõe a história, enriquecendo sua evolução. Isso torna o sobrenatural algo mais palpável, deixando de ser um simples terror que só revela o nome da entidade no fim para ser derrotada.

​A Performance de Natalie Grace e o Desfecho Final

​E, falando na parte do demônio, a menina que o interpreta enquanto possui a garota, Natalie Grace, teve uma atuação tão certeira que a gente até esquece que é um filme. Cada trejeito, fala e ação provaram que ela foi a escolha ideal para o papel. Todo o roteiro, a trilha sonora e os efeitos práticos ajudaram, mas sem o talento dela, acredito que isso não seria possível — especialmente na cena final, onde acontece de tudo: desde passagens sarcásticas até ação desenfreada.

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​Aliás, tudo foi muito bem-feito nessa cena final. A coreografia, a montagem e a mistura de CGI com efeitos práticos funcionaram de tal forma que agrada bastante. É perceptível que a quantidade de estímulos foi essencial para o desfecho, culminando em um final que, diferente de outros filmes, nos apresenta um demônio que nunca morre, mas que pode ser impedido de reviver.

​Conclusão: Um Prato Cheio para Fãs de Gore

​“Maldição da Múmia”, pelo que se propõe, entregou um serviço visceral, mesmo com um início um pouco lento. Para aqueles que gostam de um bom body horror, certamente é um filme que vai valer a pena.

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