“Michael” certamente é uma ótima cinebiografia que foi feita com carinho. O filme, além de respeitar o legado do artista, consegue mostrar que é uma grande produção em quesitos técnicos.
O Peso do Legado de ‘Michael’ e o Impacto Familiar
O filme, desde seu primeiro minuto, mostra uma qualidade técnica impecável, além de contar a história de Michael Jackson de uma forma coesa e fácil de entender. A trama não deixa de lado os sofrimentos do artista desde o início até chegar ao estrelato, como, por exemplo, as atitudes de seu pai, que de certa forma acabaram afetando o psicológico do filho, contando com comentários sobre seu nariz — que mais para frente vemos como isso acarretou em suas cirurgias — o domínio excessivo de Joe sobre Michael e fatos famosos, como a queimadura de terceiro grau que ele sofreu na cabeça e a criação do clipe de “Thriller”. Todos esses fatos são contados de forma que, além de nos contar um pouquinho da vida do artista, transmite um entretenimento super agradável, fazendo-nos ficar presos à tela.
Atuações de Gala: De Juliano Valdi a Jaafar Jackson
No entanto, Isso não seria possível sem a atuação do elenco, principalmente de três grandes nomes: Jaafar Jackson, Juliano Valdi e Colman Domingo. Estes três foram essenciais para cada papel que interpretaram. Juliano Valdi, que interpreta Michael na fase criança, consegue trazer à tona todo o poder de sua atuação, principalmente por ter uma voz espetacular e cantar com uma entonação impressionante.
Jaafar Jackson também não fica para trás, entregando um ótimo Michael na fase adulta. Ele interpreta não só com sua voz poderosa na atuação e nas músicas, mas com o corpo em todas as performances, fazendo a gente pensar que está em um show ao vivo do próprio astro. Sua aparência é tão parecida que, em certos momentos, pensamos que é o próprio artista que nos deixou há quase 17 anos. Por fim, Colman Domingo trouxe com exatidão toda a sua atuação, transmitindo a ganância e os trejeitos do patriarca da família Jackson.
Porem, ainda que o elenco em geral tenha se saído bem, de modo coeso e bom de assistir, senti falta de mais espaço para Jessica Sula. Embora tenha tido uma participação, sua personagem acaba ficando apagada, parecendo ter apenas cinco minutos de tela. Claro que pode ter muita coisa envolvida por trás, já que envolve a família do artista, mas é uma pena que não tivemos mais dela.
Direção Técnica Impecável

Tecnicamente, o filme é perfeito. É aqui que o longa-metragem realmente brilha: a direção técnica — indo das montagens das cenas dos shows às maquiagens, figurinos, fotografia e som — é extremamente milimétrica e certeira. Cada close, foco de câmera ou passo no palco parece ser calculado e nada repetitivo. A imersão é tamanha que parece que o Rei do Pop está ali se apresentando para a gente. Inclusive, a recriação do clipe de “Thriller” traz uma nostalgia incrível de tão perfeita que ficou.
Conclusão: Uma Experiência Imersiva
“Michael” é realmente uma grande surpresa, especialmente por se tratar de uma cinebiografia, gênero que muitas vezes não alcança esse glamour. É uma obra que merece respeito e que vale o ingresso, principalmente se for assistida em IMAX, por proporcionar toda a imersão de estar em um show.
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