“Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor” certamente é um filme que traz uma certa nostalgia de volta, mostrando que a química entre Nicole Kidman e Sandra Bullock não se perdeu, mesmo 28 anos depois. A produção mostra que ainda havia histórias para contar e encontra uma maneira de continuar esse universo para, assim, finalizar sua trajetória.
Assim, cada cena do filme se torna aconchegante ao mostrar que aquele universo e aquela família ainda estão intactos, mesmo que agora em uma escala maior, já que saímos daquela zona de conforto para explorar o mundo afora e conhecer muito mais da mitologia e da maldição da família, trazendo uma carga emocional maior do que a apresentada no primeiro longa-metragem.
A carga emocional é o principal elemento da continuação
Essa carga emocional é justamente o que conduz o filme. Cada cena passa a ter um peso maior ao lidar não só com as frustrações das filhas, mas também com os conflitos de toda a família. A trama vai da busca pela cura da maldição — para que o namorado de uma das filhas volte a abrir os olhos e possa continuar ao lado dela, enquanto ela tenta processar os motivos que levaram a mãe a esconder tudo aquilo, ao mesmo tempo que a narrativa transita pelas histórias da mãe e da irmã, que enfrentam os próprios fantasmas do passado e tentam restabelecer relações rompidas há anos, precisando reaprender a aceitar quem são.
Assim, com toda essa trama, o filme consegue equilibrar razoavelmente bem sua parte mais leve com os momentos de maior tensão, mesmo que existam algumas quedas ao longo do desenvolvimento, mas nada que atrapalhe o desenvolver.
Nicole Kidman e Sandra Bullock mantêm a química de 28 anos atrás

As atuações também são memoráveis. Nicole Kidman e Sandra Bullock, como mencionado anteriormente, conseguem recuperar aquele entrosamento de décadas atrás, fazendo com que a relação entre suas personagens continue sendo um dos principais pontos positivos da produção, enquanto Dianne Wiest e Stockard Channing, interpretando as tias, também trazem o carisma e a leveza que o filme precisa.
Joey King e Maisie Williams entregam boas atuações, embora o roteiro pudesse ter explorado mais suas personagens.
Infelizmente, elas não possuem tanto tempo de tela quanto as outras integrantes do elenco. Por isso, alguns momentos acabam tendo menos impacto quando pensamos na relação dessas novas personagens com o restante da família, fazendo com que alguns atos não tenham todo o impacto que poderia ter.
A fotografia aposta em uma atmosfera mais sombria
A atmosfera acerta ao apresentar uma paleta de cores mais sombria e fria, criando uma identidade visual diferente para essa continuação, ao mesmo tempo que a produção consegue preservar o aspecto aconchegante da casa dos Owens, mantendo aquele ambiente familiar que combina tanto com a essência da franquia.
A trilha sonora cumpre sua função, mas não traz grandes destaques
A trilha sonora, infelizmente, não apresenta tantas músicas marcantes, mas ainda consegue cumprir seu papel e contribuir para a composição das cenas, acompanhando os diferentes momentos da história.
Vale a pena assistir “Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor”?
“Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor” é um filme agradável de assistir. Mesmo apresentando algumas quedas no desenvolvimento, consegue recuperar a nostalgia da obra original, manter a química entre Nicole Kidman e Sandra Bullock e expandir a história da família Owens. No fim, é uma continuação que funciona como um encerramento agradável para esse universo.
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