Durante anos, os filmes baseados em “Resident Evil” vem sofrendo com uma queda de qualidade, causada por vários erros em seus roteiros, personagens e outros elementos. Agora, com uma nova abordagem, a nova produção consegue ser aquilo que precisava, trazendo o verdadeiro terror à tona.
Zach Cregger cria uma atmosfera sombria e claustrofóbica

Assim, Zach Cregger consegue entregar uma atmosfera sombria e, ao mesmo tempo, claustrofóbica em toda a construção. O diretor não apenas cria tensão ao nos fazer andar por cenários mais escuros e com uma tonalidade mais fria, como também proporciona bons sustos que, diferente de muitos filmes de terror, realmente nos pegam de surpresa nos momentos mais inesperados, assim como acontece nos games.
“Resident Evil” resgata elementos dos jogos em uma nova história
Claro que o filme se distancia um pouco daquilo que conhecemos por contar com uma nova história e um personagem inédito. Além disso, ele é mais voltado para o terror do que para a aventura em si, mas ainda traz em sua essência várias referências ao jogo, como o gerenciamento escasso de recursos, em que o protagonista está constantemente trocando de arma para conseguir sobreviver, e a exploração, que o faz entrar nos lugares mais insalubres possíveis, desde um esgoto até uma sala de maternidade extremamente perigosa para alcançar seu objetivo, com vários planos fechados.
As criaturas também ajudam a construir essa experiência, indo desde “zumbis” até seres completamente deformados. Tudo isso faz com que o filme não precise de um roteiro extremamente complexo para que possamos entender o que está acontecendo.
O filme prioriza o horror e o senso de urgência
Sim, claro que um filme precisa apresentar explicações para que possamos entender o que está acontecendo, principalmente para quem não conhece o universo e para uma produção que carrega o nome “Resident Evil”. Ainda assim, fica claro que essa não foi a proposta, e isso não chega a ser um problema.
Ao apostar mais no horror e no senso de urgência, o filme consegue prender a atenção mesmo com poucas falas do protagonista, tornando explicações rápidas, úteis, algo já comum do diretor em outras produções.
Sim, poderia ter umas informações a mais, mas não é algo que vai estregar a experiência.
Austin Abrams entrega um protagonista tomado pelo desespero
Aliás, Austin Abrams consegue trazer um bom protagonista. Ele entrega um personagem que demonstra o desespero genuíno de alguém que nunca havia visto nada parecido, equilibrando o medo com um pouco de alívio cômico para diminuir a tensão em determinados momentos. Claro que, às vezes, pode ter piadas em momentos que não precisavam, tirando um pouquinho da tensão e alguns casos típicos de terror, como o protagonista tentando pegar uma chave sem perceber que aquilo era uma armadilha, algo que na vida real a gente perceberia na vida real, mas o resultado é uma mistura que consegue fazer a gente rir ao mesmo tempo em que leva sustos.
A fotografia reforça a atmosfera de terror e remete aos jogos
Nos aspectos técnicos, a fotografia é o elemento que mais chama atenção. Como mencionado no início, ao trazer ambientes com cores mais frias e planos mais fechados, o filme consegue criar aquele aspecto de terror e, ao mesmo tempo, remeter um pouco à experiência dos jogos, nos quais temos ambientes extremamente limitados e poucos recursos para que o personagem consiga sobreviver.
A trilha sonora e os sons ambientes ampliam a imersão
A trilha sonora, embora seja um pouco imperceptível em determinados momentos, ainda consegue trazer o espectador para dentro da tela, fazendo parte daquele cenário sem que percebamos. O tom musical de fundo se mistura aos diversos sons ambientes, que mudam ao longo dos diferentes cenários e ajudam a construir a atmosfera.
Vale a pena assistir “Resident Evil”?
“Resident Evil” é um filme que entrega aquilo que promete, sendo um ótimo terror tanto para quem já jogou e quer assistir a mais uma criação desse universo quanto para quem deseja conhecê-lo por meio de uma experiência de horror.
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