“Pragmata combina visuais futuristas de tirar o fôlego com uma história pessoal e cativante. A conexão entre Hugh e Diana é o coração da experiência, equilibrando emoção e humor de forma natural. A grande inovação, porém, está no gameplay: uma fusão pioneira de tiro e hacking em tempo real que renova o gênero e entrega uma satisfação mecânica única ao jogador.”
Critica Hypando
Desenvolvedor: Capcom
Estúdio: Capcom
A Capcom vive uma era de ouro que parece inesgotável. Após uma sequência impecável de sucessos em suas franquias consagradas, a gigante japonesa finalmente decidiu saltar no escuro com Pragmata. Embora tenhamos visto experimentos interessantes como Kunitsu-Gami, este título se destaca como a primeira criação AAA inédita da empresa desde o cultuado Dragon’s Dogma (2012). Como resultado, o risco não apenas valeu a pena, mas estabeleceu um novo patamar de qualidade para o gênero.

Um Presente Alternativo na Superfície Lunar
Em primeiro lugar, Pragmata nos transporta para uma realidade onde a Lua não é apenas um satélite, mas o centro de operações de uma megacorporação. Diferente de outros títulos que apostam em introduções longas, o jogo dispensa apresentações prolixas e nos joga diretamente na pele de Hugh, um astronauta encarregado de investigar o silêncio súbito da base lunar.
Contudo, o cenário de isolamento logo se transforma em um campo de batalha. Isso acontece porque a IDUS, inteligência artificial da base, sucumbiu a tendências genocidas e passou a controlar um exército de robôs hostis. Nesse contexto, Hugh encontra uma aliada indispensável: Diana, uma androide super-evoluída que assume a forma de uma garotinha.
O Coração do Jogo: Uma Conexão Humana e Sintética
Embora a trama central toque em temas familiares — como a corrupção corporativa e os perigos da IA — o roteiro brilha ao focar no aspecto emocional. Enquanto o enredo avança por reviravoltas previsíveis sobre o “lunafilamento”, a narrativa se sustenta verdadeiramente no vínculo entre os protagonistas.
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Química Impecável: Diana não é uma IA passiva; pelo contrário, ela possui a curiosidade e a vivacidade de uma criança de seis anos.
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Sensibilidade: Graças a um roteiro atento aos detalhes, a relação entre Hugh e a pequena androide parece natural e crível, permitindo que o jogador se conecte com eles sem esforço.
Jogabilidade: Inovação no Combate Simultâneo

No que diz respeito à ação, Pragmata realmente dita as regras. Em vez de seguir fórmulas batidas, a equipe de desenvolvimento criou um sistema de tiro em terceira pessoa com recursos genuinamente inovadores.
| Recurso | Descrição Técnica |
| Mobilidade Tática | Hugh utiliza um traje robusto com propulsores para esquivas rápidas e voos curtos. |
| Hackeamento em Tempo Real | Enquanto Hugh atira, Diana identifica vulnerabilidades digitais nos inimigos. |
| Controle Dual | O jogador gerencia o combate com os analógicos e o hackeamento com os botões frontais. |
Além disso, a dificuldade é acentuada pela agressividade dos inimigos. Portanto, o jogador deve dominar a arte de coordenar Hugh e Diana simultaneamente. Dessa forma, o combate atinge uma intensidade alta, mantendo o interesse do início ao fim.
Visuais Deslumbrantes e a Potência da RE Engine
Para completar a experiência, os visuais são um espetáculo à parte. A RE Engine demonstra sua versatilidade ao renderizar desde interiores tecnológicos detalhados até cenários surreais que parecem saídos de um filme de Christopher Nolan. Adicionalmente, a exploração é recompensada com itens vitais, garantindo que o fluxo do jogo nunca pareça monótono.
Em última análise, Pragmata prova que a Capcom não precisa depender apenas de nomes conhecidos para entregar excelência. Ao contrário, ela demonstra que domina o gênero de ficção científica ao unir mecânicas experimentais a uma história humana e emocionante.
Ficha Técnica
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Lançamento: 17/04/2026
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Plataformas: PS5 (versão analisada), PC, Switch 2 e Xbox Series.
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Duração Média: 16 horas de pura imersão.
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