“O Diabo Veste Prada 2” certamente é um filme que honra sua origem, além de conseguir aprofundar ainda mais o que já estava bom.
Profundidade e Humanidade dos Personagens
O filme, que acompanha novamente a história de Emily Charlton e Miranda Priestly 20 anos após o primeiro longa para reacender o mundo da moda — diante do declínio deste universo tão sofisticado —, é extremamente assertivo, pois, além de conseguir reacender a chama do original, trazendo aquele famoso humor e nos mostrando o dia a dia de um editorial, que desta vez se passa nos dias de hoje, mas com a mudança de uma revista para site com avanço da tecnologia, consegue trazer mais profundidade aos seus personagens, adicionando mais nuances, motivações e preocupações com o dia a dia e o próprio futuro.
O filme mostra de forma certeira como cada um enfrenta seus demônios. Neste cenário, vemos como cada uma é diferente, pois, enquanto um está focado em crescer na vida, mesmo que precise passar por cima de todos para alcançar o sucesso, outro busca se mostrar ao mundo através do trabalho duro, evoluindo junto de quem está à sua volta, mesmo que a necessidade de aprovação ainda pulse dentro de seu coração. Essas questões deixam os personagens mais humanos e únicos, dando “aquele molho” para cada relação e diálogo. Um exemplo de como a trama trouxe esses elementos para o novo universo é o plot twist de Emily. Ao tentar comprar a Runway para assumir o controle que sempre almejou, ela revela suas reais intenções e expõe suas frustrações — mas, claro, sem perder a comédia que sempre foi um ponto assertivo.
Aliás, podemos dizer que misturar comédia com algo mais profundo foi um dos pontos mais assertivos do filme, pois, por mais que nos apresente personagens que evoluíram, ao manter sua comédia, mostra que sua essência ainda está alí, tornando-se um trabalho equilibrado e agradável ao tratar essa nova realidade como um desafio humorado.
Atuações de gala: Emily Blunt, Meryl Streep e Anne Hathaway

Mas, claro que tudo isso é muito ajudado pela atuação das protagonistas Emily Blunt, Meryl Streep e Anne Hathaway. Elas conseguiram tirar o máximo de seus personagens, mostrando uma evolução que não é rápida, mas gradativa para fazer com que a gente vá se acostumando aos poucos com toda aquela situação e perceba detalhes minuciosos do que está por vir, fazendo assim com quem a gente sinta um baque quando tal situação acontecer.
Primor técnico
A direção técnica por sua vez é sutil, mas assertiva, principalmente no figurino. O glamour desse mundo é peça central, especialmente nas sequências na Itália. É aqui que vemos como trabalharam bem na montagem das cenas, no vestuário e, claro, na trilha sonora, onde temos até um show da Lady Gaga, mostrando como a direção de som conseguiu trabalhar bem.
Conclusão: Uma Sequência que Vale a Pena
“O Diabo Veste Prada 2”, mesmo que não seja um “grande filme” épico, ainda assim é agradável e soube construir uma boa sequência 20 anos depois, tornando-se um bom filme para ver em uma tarde.
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