Critica Hypando
Depois de uma enxurrada de filmes sobre ícones da música, como Elvis Presley e Bob Marley, parecia difícil imaginar outra produção capaz de surpreender. No entanto, Michael (2026) chega aos cinemas mostrando que ainda há muito a explorar.
Além disso, com impressionantes US$ 170 milhões, o longa da Lionsgate entrega uma experiência visual grandiosa. Ao mesmo tempo, equilibra os palcos lotados com os bastidores emocionais de uma das figuras mais marcantes da cultura pop.
Por isso, o filme rapidamente se destaca entre os lançamentos do gênero.
Jaafar Jackson é o grande motivo para assistir
O maior acerto do filme está no elenco. Principalmente, Jaafar Jackson, sobrinho de Michael Jackson na vida real, entrega uma atuação poderosa e extremamente convincente.
Mais do que parecer fisicamente com o astro, ele incorpora expressões, voz, postura e movimentos lendários como o moonwalk com naturalidade impressionante. Assim, em vários momentos, o espectador esquece completamente que está vendo um ator.
Além disso, sua presença em cena sustenta os momentos mais emocionantes. Sem dúvida, é o tipo de performance que transforma um bom filme em algo memorável.
Infância dolorosa e drama bem construído
A narrativa segue ordem cronológica e dedica boa parte do início à infância de Michael. Nesse sentido, o jovem Juliano Valdi se destaca ao mostrar o contraste entre o sucesso precoce e a solidão por trás da fama.
No elenco de apoio, Colman Domingo entrega um Joseph Jackson duro e opressor. Por outro lado, Nia Long oferece sensibilidade como Katherine Jackson, funcionando como contraponto emocional.
Dessa forma, o drama familiar ganha peso e profundidade.
Espetáculo visual sem abandonar o roteiro
Diferente de várias cinebiografias recentes que parecem apenas uma sequência de hits, Michael se preocupa em construir personagem e conflito.
As cenas musicais são grandiosas, com figurinos detalhados e ótima mixagem sonora. Além disso, há momentos que transformam o cinema em verdadeiro show ao vivo.
Mesmo assim, o longa não depende apenas da nostalgia. Pelo contrário, ele também funciona como drama sólido e envolvente.

Pontos fracos que impedem perfeição
- Primeiramente, algumas cenas envolvendo os abusos de Joseph Jackson se repetem além do necessário.
- Além disso, o CGI do chimpanzé Bubbles destoa visualmente e quebra parte da imersão.
- Por fim, familiares apontaram que certos conflitos parecem excessivamente polidos.
Ainda assim, esses problemas não comprometem o resultado final.
Vale a pena assistir?
Sim — e muito. Inclusive, Michael encerra justamente quando o cantor conquista independência artística, deixando clara a intenção de continuação.
Para o público de 2026, o longa se firma como uma das melhores cinebiografias dos últimos tempos: emocionante, tecnicamente impecável e sustentado por uma atuação visceral de Jaafar Jackson.
Portanto, se você gosta de música, cinema e histórias intensas, este filme merece entrar imediatamente na sua lista. Em resumo, trata-se de uma experiência acima da média.
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