Geralt de Rívia está de volta ao topo. The Witcher 3: Wild Hunt Remastered alcançou um novo recorde de jogadores simultâneos na Steam e conseguiu uma marca que nem mesmo o RPG original havia atingido em seu melhor momento.
O relançamento chegou a 120.975 jogadores simultâneos na Steam, superando o antigo pico de 103.329 jogadores. O número chama ainda mais atenção porque a marca anterior havia sido registrada em janeiro de 2020, período em que a franquia ganhou um enorme impulso com a popularidade da série da Netflix.
Lançado em 29 de setembro de 2026 para PC, PS5, Xbox Series X|S e Switch 2, The Witcher 3 Remastered mostra que existe espaço para revisitar um clássico sem transformar completamente sua identidade.
Por que The Witcher 3 Remastered bateu esse recorde?
À primeira vista, o resultado pode parecer surpreendente. Afinal, The Witcher 3: Wild Hunt já tem mais de uma década e recebeu uma importante atualização de nova geração em 2022.
Mesmo assim, o remaster conseguiu atrair mais jogadores simultâneos do que qualquer outra versão anterior do RPG na Steam. Além disso, existe um detalhe importante: os números da Steam representam apenas o público da plataforma da Valve.
Isso significa que jogadores de PlayStation, Xbox e Switch 2 não entram nessa conta. Portanto, o alcance total do relançamento é potencialmente ainda maior.
Outro ponto pesa a favor do projeto. O desafio de um remaster não está apenas em melhorar gráficos. A verdadeira questão é convencer alguém a investir novamente dezenas de horas em uma aventura que já conhece.
No caso de The Witcher 3 Remastered, a CD Projekt Red apostou justamente em mudanças capazes de tornar uma nova jornada pelo Continente mais interessante.
Remaster melhora a experiência, mas não agrada todo mundo
O sucesso, porém, não significa que a nova versão seja perfeita.
A atualização de nova geração lançada em 2022 já havia elevado bastante a qualidade visual e o desempenho de The Witcher 3. Por isso, quem jogou aquela edição pode perceber o Remastered como uma evolução mais refinada do que revolucionária.
Além disso, alguns problemas técnicos chamaram a atenção dos jogadores. A CD Projekt Red chegou a responder oficialmente a relatos relacionados ao desempenho e a falhas visuais.
No PS5 Pro, por exemplo, jogadores relataram momentos de desempenho irregular. Já no PC, os novos recursos gráficos podem exigir bastante do hardware, especialmente quando o jogador utiliza path tracing.
Na prática, isso cria uma questão importante: até que ponto vale trocar qualidade visual por uma queda na taxa de quadros?
O que mudou em The Witcher 3 Remastered?

A CD Projekt Red não tentou reconstruir o RPG do zero. Em vez disso, o estúdio concentrou esforços em diferentes áreas para deixar a aventura mais confortável e moderna.
Entre as principais mudanças estão melhorias no combate, progressão, apresentação, acessibilidade e movimentação. As animações também receberam ajustes para deixar Geralt mais suave durante a exploração e os confrontos.
A árvore de habilidades passou por mudanças e o protagonista ganhou suporte a transmog. Assim, o jogador pode manter a aparência de determinados equipamentos sem abrir mão dos atributos de outras peças.
Além disso, o remaster traz melhorias no rastreamento de missões, um Modo Foto ampliado e novas opções de acessibilidade.
O comportamento dos monstros também ficou mais dinâmico. Dessa forma, a experiência tenta oferecer algo além de simplesmente colocar gráficos melhores sobre a mesma aventura.
CD Projekt Red quer preservar a identidade do RPG

No anúncio oficial publicado pelo Xbox Wire, a CD Projekt Red destacou a intenção de melhorar a experiência sem abandonar aquilo que tornou o jogo original tão querido.
Essa abordagem ajuda a explicar o desempenho do relançamento. Afinal, existe uma diferença importante entre um remake e um remaster.
Enquanto um remake pode reconstruir praticamente todos os elementos de um jogo, um remaster precisa encontrar um equilíbrio entre modernização e preservação.
No caso de The Witcher 3 Remastered, a estratégia parece ter sido justamente essa: atualizar o RPG sem apagar a experiência que conquistou milhões de jogadores.
O sucesso pode influenciar os próximos remasters
O novo recorde na Steam também deixa uma mensagem importante para a indústria. Um bom remaster não precisa reinventar completamente um jogo para despertar interesse.
Quando o material original já é forte, melhorias bem escolhidas podem ser suficientes para trazer antigos jogadores de volta e, ao mesmo tempo, apresentar a aventura para uma nova geração.
Por outro lado, existe uma condição. A CD Projekt Red ainda precisa resolver os problemas técnicos relatados pela comunidade. Caso os ajustes cheguem rapidamente, o projeto pode ganhar ainda mais força.
Se os problemas persistirem, entretanto, o entusiasmo inicial pode perder intensidade.
The Witcher 3 Remastered vale a pena?
O recorde de 120.975 jogadores simultâneos na Steam mostra que existe uma demanda enorme pelo retorno de Geralt. Mais do que isso, o resultado reforça a força de The Witcher 3 como um dos RPGs mais marcantes da última década.
Agora, resta saber se a CD Projekt Red conseguirá manter esse interesse enquanto trabalha nos ajustes técnicos da nova versão.
E você? Já voltou ao Continente com The Witcher 3 Remastered ou prefere esperar as próximas atualizações antes de começar uma nova jornada? Conte nos comentários!
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