Existem filmes em que não se deve mudar a fórmula, e “Todo Mundo em Pânico” é a prova disso, fazendo a gente rir do início ao fim, mesmo que ainda mantenha o mesmo humor de sempre.
Atualização para as gerações Z e Alfa
Claro que o filme tem, sim, suas mudanças, pois se passaram 13 anos desde seu último lançamento, mas é muito interessante ver como o longa engloba esse novo meio, não só parodiando as famosas produções de terror recente — como “M3GAN”, “Wandinha” e “A Substância” —, mas também zoando os novos temas atuais e a nova geração, ou seja, não deixando nada de fora. A trama aborda polêmicas e várias nuances que causam burburinho na internet com as gerações Z e Alfa, a cultura do cancelamento, fandoms tóxicos e a alta da internet, com o próprio personagem do Marlon Wayans sendo um influenciador que faz lives, sem perder o timing comigo.
Claro que essa quantidade de temas pode acabar fazendo com que o filme seja rápido, não nos deixando respirar, mas ele ainda consegue encaixar tudo de forma a não nos fazer cansar dos assuntos e rir em cada momento, brincando ainda com a quarta parede, pois, por ser uma paródia, não esconde que sabe que é um filme, nos dando vários indícios disso ao brincar com as sequências anteriores e com produções dos próprios irmãos Wayans, como a referência a “As Branquelas”.
Atuações exageradas e o ritmo de “Feed”

Podemos dizer também que o exagero funciona nesse filme na parte das atuações. Aqui fica óbvio que não precisa de uma atuação realista, mas sim de uma performance que divirta o público, e isso o filme faz a todo momento. Claro que tem um personagem ou outro que a gente vai acabar esquecendo, mas quando se trata do elenco principal, todos acabam tendo destaque e o seu momento de fama.
Já na parte técnica, tanto a fotografia quanto a montagem evoluíram. A montagem, por sua vez, por se tratar de um filme com muita informação, podemos dizer que parece um feed de rede social, pois a todo momento em que você muda de cena já tem algo acontecendo, não deixando espaço para a gente ficar desatento ou perder o interesse. A fotografia também ajuda pois, como se trata de uma paródia que fala de várias obras cinematográficas, ela coloca vários estilos para cada cena — seja uma mais escura ou outra mais clara —, conseguindo agradar aos olhos. Essa mistura faz com que o filme crie harmonia, mesmo que meio ao caos.
K-Pop e o humor politicamente incorreto
Um bônus ainda é a parte onde o personagem principal é teletransportado para o mundo de “Guerreiras do K-pop”. Essa montagem do clipe junto com o CGI e a letra parodiada foi tão bem-feita que pode acabar sendo uma das cenas mais lembradas desse filme.
Conclusão: Diversão sem compromisso
“Todo Mundo em Pânico” certamente é um filme para se divertir, além de não ser uma obra para se levar a sério, já que abandona o politicamente correto, deixando espaço para todos os tipos de zoações. Tudo o que ele se propôs a entregar, ele cumpriu, se tornando uma sequência legal para se ver em um dia em que você quer só descontrair.
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