“Apesar de alguns problemas técnicos, como bugs ocasionais na interface e pequenos travamentos ao carregar saves, o saldo final é extremamente positivo.”
Critica HypandoDesenvolvedor: Team Vultures
Em meio à enxurrada de jogos independentes lançados todos os anos, poucos conseguem realmente se destacar. Entretanto, Vultures: Scavengers of Death surge como uma surpresa macabra que mistura nostalgia, tensão psicológica e estratégia em uma experiência única. Além disso, o game chamou atenção durante o Next Fest com sua demo sombria e, agora, finalmente chegou em versão completa. Dessa forma, ele prova que o terror por turnos pode ser tão angustiante quanto qualquer survival horror clássico.
O Vale de Salento é um verdadeiro inferno pós-biológico
A trama coloca os jogadores no controle dos “Vultures”, um grupo de mercenários enviado ao devastado Vale de Salento para investigar os experimentos da corporação Eugenesys. Como esperado, tudo deu terrivelmente errado.
Além disso, o cenário do jogo é puro combustível para fãs de horror, já que existem delegacias abandonadas, hospitais decadentes e instalações militares consumidas pela morte. Porém, diferente da ação frenética vista em franquias clássicas como Resident Evil, aqui cada movimento precisa ser calculado com extrema cautela.
Explorar o mapa em Vultures: Scavengers of Death é quase como disputar uma partida mortal de xadrez. Afinal, abrir portas, atravessar corredores ou reposicionar personagens consome Pontos de Movimento e Pontos de Ação. Consequentemente, cada decisão carrega um peso absurdo.
Vultures vai muito além de ser um “Resident Evil por turnos”
Embora a inspiração nos clássicos seja evidente, o jogo constrói sua própria identidade rapidamente. Além disso, os protagonistas possuem estilos completamente diferentes, algo que aumenta bastante a variedade do gameplay.
Leopoldo aposta na estratégia clássica
Leopoldo é ideal para quem prefere controle tático puro. Isso porque ele utiliza o ambiente a seu favor, podendo saltar obstáculos e criar vantagens defensivas durante os confrontos.
Amber traz mobilidade e combate vertical
Por outro lado, Amber adiciona dinamismo ao gameplay com seu gancho de escalada. Graças a isso, ela consegue acessar áreas elevadas, escapar de cercos e criar novas possibilidades estratégicas durante os combates.
Consequentemente, o jogador sente que cada personagem altera drasticamente a forma como o horror é enfrentado. Assim, o combate nunca se torna repetitivo.
O combate é lento, brutal e extremamente tenso
O grande diferencial de Vultures: Scavengers of Death está justamente no combate. Sempre que criaturas surgem, o ritmo desacelera e, imediatamente, a tensão dispara.
Dessa maneira, cada turno vira uma escolha desesperadora:
- gastar recursos tentando um tiro fatal na cabeça;
- atingir as pernas do inimigo para ganhar tempo;
- fugir antes de ficar cercado;
- ou, em situações mais arriscadas, permanecer no local em busca de loot.
Além disso, o jogo evita um dos maiores problemas do gênero: a sensação de poder exagerado no final da campanha. Mesmo após desbloquear melhorias e equipamentos mais fortes, o sentimento de vulnerabilidade continua presente do começo ao fim.
Por isso, tudo acaba se tornando ainda mais assustador.
O visual low-poly cria uma atmosfera perturbadora
Visualmente, o jogo abraça completamente a estética da era PS1. Os modelos low-poly, as texturas granuladas e os ambientes claustrofóbicos fazem parecer que estamos diante de uma verdadeira “fita perdida” de horror dos anos 90.
Ao mesmo tempo, o design de som eleva toda a experiência. As músicas das Safe Rooms, por exemplo, conseguem transmitir conforto e ameaça simultaneamente. Como resultado, o jogador permanece em constante estado de alerta.
Vale a pena jogar Vultures: Scavengers of Death?
Apesar de alguns problemas técnicos, como bugs ocasionais na interface e pequenos travamentos ao carregar saves, o saldo final é extremamente positivo. Felizmente, os desenvolvedores já indicaram que correções estão chegando em futuras atualizações.
No fim das contas, Vultures: Scavengers of Death entrega exatamente aquilo que muitos fãs do survival horror estavam procurando: uma experiência tensa, estratégica e sufocante. Dessa forma, cada corredor escuro se transforma em um verdadeiro pesadelo.
Portanto, para quem sente falta do terror clássico, mas queria algo realmente diferente, este é facilmente um dos indies mais interessantes do ano.
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