Se você é fã de terror ou está em busca de uma experiência diferente no cinema, Suspiria é uma escolha obrigatória. O clássico dirigido por Dario Argento, que voltou às telonas em versão restaurada em 4K e está em exibição no CineSesc, trazendo uma oportunidade única para o público brasileiro, pode não ser 100% realista, mas da sua maneira, constrói um universo cheio de estímulos, fazendo cada detalhe prender o telespectador.
Sobre o que é “Suspiria”?
A trama acompanha Suzy Bannion, uma jovem bailarina americana que viaja até a Alemanha para estudar em uma prestigiada academia de dança.
No entanto, o que parecia ser um sonho logo se transforma em pesadelo. Eventos estranhos começam a acontecer, e Suzy percebe que há algo muito errado por trás da instituição — algo ligado a forças sobrenaturais.
Um terror visualmente único

Diferente dos filmes de terror tradicionais, “Suspiria” consegue construir um estilo visual marcante. O longa utiliza cores intensas (principalmente vermelho e azul), iluminação estilizada e trilha sonora perturbadora da banda Goblin, criando uma atmosfera quase hipnótica, fazendo com que cada detalhe de suas cenas perturbadoras tragam aquela tensão do início ao fim, sem utilizar de cenas silenciosas como na maioria dos terrores.
Atuações que reforçam o clima do filme
Além disso, o elenco também contribui diretamente para o impacto da obra. Jessica Harper, Stefania Casini, Alida Valli e todos os outros do elenco entregam uma atuação convincente para aquele universo, transmitindo cada gota de medo e vulnerabilidade.
As atuações são exageradas? Sim, mas diferente de um drama realista, é perceptível que “Suspiria” não busca naturalismo. Dario Argento constrói o filme quase como um pesadelo estilizado, e isso se reflete também nas performances que nos trazem expressões mais marcadas, reações intensas e falas com um tom às vezes teatral. Mas nada disso é “ruim” — pelo contrário, reforça o clima perturbador da narrativa que aquele universo fora da realidade quer trazer.
Trilha sonora que causa desconforto
A trilha da banda Goblin é um dos elementos mais marcantes. Com sons inquietantes e repetitivos, ela cria uma sensação constante de tensão, sendo praticamente um personagem dentro da história que transmitindo toda aquela dor e mistério que está acontecendo naquele ambiente. Sendo assim, é perceptível que foi eficaz que a trilha sonora acompanhasse cada segundo desse filme.
Afinal de contas, Suspiria vale o ingresso?
A resposta curta é sim! Assistir “Suspiria” no cinema vai muito além da curiosidade — é uma experiência técnica e artística que não busca apenas contar uma história, mas provocar sensações, criando uma experiência sensorial e visual.
E, com a versão restaurada em 4K, que recupera elementos do negativo original, trazendo maior nitidez e definição de imagens, som remasterizado, destacando a trilha sonora inquietante, traz uma experiência muito marcante, mesmo para um filme que tem 49 anos.
O filme está em exibição no CineSesc até dia 29
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