Critica Hypando
A franquia God of War atravessa duas décadas como um dos pilares da indústria de games. Desde a fúria visceral apresentada no PlayStation 2 até a maturidade emocional da fase nórdica, Kratos passou por uma transformação constante. Agora, God of War: Sons of Sparta retorna às origens do personagem e, ao mesmo tempo, adota a estrutura Metroidvania para oferecer uma nova experiência.
Diferente das grandes epopeias cinematográficas recentes, God of War: Sons of Sparta aposta em uma abordagem mais íntima. Dessa vez, T.C. Carson narra a história como se Kratos contasse um episódio marcante de sua juventude para sua filha, Calíope.
A trama mergulha diretamente no período de treinamento militar em Esparta e destaca a relação entre Kratos e seu irmão, Deimos. Enquanto o jovem guerreiro demonstra disciplina e devoção aos deuses, Deimos questiona regras e desafia tradições. Como resultado, o contraste entre os dois impulsiona uma missão de resgate que rapidamente evolui para um conflito maior. Assim, o jogo acrescenta novas camadas à construção do Fantasma de Esparta.
Estrutura e jogabilidade: o DNA Metroidvania
Ao abandonar a tradicional câmera em terceira pessoa, o jogo apresenta um mundo 2D vasto e interconectado. Nesse sentido, a progressão depende diretamente da exploração e da conquista de novas habilidades. À medida que o jogador avança, ele desbloqueia áreas antes inacessíveis e descobre segredos espalhados pelo mapa.
- Exploração não linear que recompensa a curiosidade;
- Backtracking estratégico conforme novas habilidades surgem;
- Mapa interligado que incentiva revisitas constantes.
Customização e evolução
Além da exploração, o título investe em sistemas de RPG para aprofundar o combate. Primeiramente, a árvore de habilidades permite que o jogador molde Kratos conforme seu estilo preferido. Em seguida, os upgrades de equipamentos fortalecem ataques e melhoram atributos defensivos. Consequentemente, a progressão se torna mais dinâmica e estratégica.
No início, o ritmo pode parecer mais contido. No entanto, conforme o arsenal se expande, o combate ganha velocidade e variedade tática.
Combate: familiaridade com ajustes

Durante as batalhas, Kratos empunha lança e escudo, mantendo o foco estratégico que marcou os títulos mais recentes. Além disso, o sistema de parry recompensa precisão e reflexo, permitindo contra-ataques eficientes e satisfatórios.
Por outro lado, as finalizações apresentam menor impacto visual quando comparadas aos primeiros jogos da franquia. Embora funcionem bem dentro da proposta, elas não alcançam o mesmo nível de intensidade que consagrou a série nos anos 2000.
Estética e direção de arte
Visualmente, God of War: Sons of Sparta presta homenagem à era PlayStation 1 ao adotar uma estética retrô com animações fluidas e cenários detalhados. Entretanto, a paleta de cores mais sóbria pode parecer menos vibrante em determinados momentos.
Em contrapartida, a trilha sonora fortalece a ambientação e reforça o clima épico de Esparta. Dessa forma, o jogo mantém uma identidade sonora consistente com o legado da franquia.
Veredito
Em síntese, God of War: Sons of Sparta entrega uma experiência sólida e mecanicamente competente. Embora não alcance o status lendário dos títulos principais, o jogo amplia o universo da franquia sob uma nova perspectiva.
Portanto, para quem deseja explorar o passado de Kratos e entender melhor sua formação, o título representa uma adição relevante especialmente para fãs interessados em aprofundar o folclore do Fantasma de Esparta.
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