O Convite, embora pareça um filme qualquer à primeira vista, se mostra excepcional naquilo que se propõe a abordar, trazendo não apenas uma comédia que nos faz rir, mas também uma trama que nos leva à reflexão.
Toda a sua construção é feita com precisão. Nada ali está por acaso, e é perceptível como o filme vai evoluindo ao mesmo tempo em que nos acostuma com aquele ambiente. Mesmo que pareça apenas uma comédia, ele vai conduzindo o espectador, quase sem perceber, para algo mais dramático e impactante.
O roteiro de O Convite transforma o caos em uma narrativa envolvente
E, mesmo que a princípio pareça apenas uma confusão de falas, posso dizer que se trata de uma confusão organizada. Ainda que o roteiro coloque uma fala sobre a outra, já que temos personagens constantemente discutindo, tudo funciona. Todas as falas, mesmo em meio a dinâmicas repletas de trocas de farpas, são entregues com clareza. Conseguimos compreender toda aquela situação sem pensar muito.
Olivia Wilde, Penélope Cruz e elenco entregam atuações marcantes
Claro que as atuações ajudam muito nessa imersão. Os atores Olivia Wilde, Penélope Cruz, Seth Rogen e Edward Norton conseguem incorporar seus personagens de tal maneira que desenvolvem uma ótima química entre si, sem perder o dinamismo.
Trilha sonora, fotografia e direção reforçam a tensão
A trilha sonora também merece destaque. Embora em muitos momentos seja bastante silenciosa, em outros ela se encaixa perfeitamente nas cenas. Nos momentos de tensão, a trilha se torna bastante perceptível, com sons altos e quase orquestrais. Já nas cenas mais sentimentais, ela se torna discreta, permitindo que o próprio som ambiente funcione como trilha sonora.
Além disso, o uso de close-ups enfatiza os personagens, destacando suas microexpressões e permitindo que a atuação aconteça não apenas por meio das falas, mas também pelos olhares. Junto da iluminação, que vai se transformando ao longo do filme, esses elementos ajudam na transição entre os gêneros.
Final de O Convite deixa espaço para reflexão

É claro que o final pode parecer ambíguo, mas oferecer algo para que o público tire suas próprias conclusões faz com que o filme não seja apenas uma comédia, mas também uma obra que nos leva a refletir sobre a vida, nossas escolhas e a necessidade de mudança.
Vale a pena assistir O Convite?
O Convite, de Olivia Wilde, certamente é um filme ousado. O que inicialmente pode parecer uma obra despretensiosa se revela bastante complexa em sua construção, transformando uma simples briga cômica em algo profundamente reflexivo, sem jamais perder o seu timing.
O Convite vai estrear dia 9 de julho em todos os cinemas!
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