Após esse processo, a Ubisoft conduziu uma revisão estratégica de dois meses, que a própria empresa define como um reset organizacional e operacional. Dessa forma, o objetivo passou a ser realinhar a companhia com aquilo que historicamente lhe trouxe sucesso. Assim, mundos abertos ambiciosos e o modelo altamente rentável de Games as a Service voltam ao centro da estratégia.
O que ficou pelo caminho
Nesse contexto, entre os projetos cancelados, a Ubisoft atingiu em cheio um nome simbólico. O remake de Prince of Persia: The Sands of Time se tornou o caso mais emblemático da atual reestruturação. Além disso, o título acumulava adiamentos sucessivos e enfrentava dificuldades claras de produção.

Além desse caso, a Ubisoft decidiu encerrar:
- Quatro jogos não anunciados, sendo três novas IPs e um projeto mobile;
- Um projeto ainda misterioso, sem qualquer detalhe revelado ao público.
Mesmo sem divulgar detalhes, o recado da empresa é direto. Portanto, projetos sem alto potencial de excelência não terão mais espaço no portfólio.
“Não há mais espaço para a mediocridade”
Durante uma conversa com investidores, o CFO da Ubisoft, Frederick Duguet, adotou um tom direto. Segundo ele, o mercado atual se tornou mais competitivo e seletivo. Por isso, manter projetos sem impacto real deixou de ser viável.
Na prática, a Ubisoft reconhece que o excesso de lançamentos apressados enfraqueceu sua imagem nos últimos anos. Agora, a empresa tenta inverter essa percepção ao priorizar foco, tempo e refinamento criativo.
Os adiamentos e a sombra de Black Flag

Enquanto isso, entre os títulos adiados, um projeto chama atenção especial. Trata-se do remake de Assassin’s Creed IV: Black Flag, conhecido internamente como Resynced.
Embora a Ubisoft não tenha citado o jogo oficialmente, fontes indicam que o estúdio só pretende lançá-lo em 2027. Com isso, o adiamento reforça a nova filosofia da empresa. Ou seja, mais tempo de desenvolvimento passa a ser regra, mesmo com intervalos maiores entre lançamentos.
Um risco necessário?
Por um lado, o “Grande Reset” impõe cortes dolorosos e frustra expectativas de fãs. No entanto, o movimento pode representar um passo necessário para a sobrevivência criativa da Ubisoft.
Ao final, ao trocar quantidade por qualidade, a empresa aposta em foco, identidade e consistência. Resta saber se esse novo padrão será suficiente para reconquistar a confiança do público e fortalecer o legado de suas principais franquias.
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